Malena. (Malèna)


Título Original: Malèna

Direção: Giuseppe Tornatore

País: Itália

Gênero: Drama/Romance

Duração: 90 minutos

Ano de Lançamento: 2000

Nota: 9


Quase um sonho realizado, assistir a esse filme. Desde pequena ouço falar de Mônica Bellucci e sua beleza estarrecedora, cuidadosamente salientada em Malena.
Tive extremo cuidado ao escrever qualquer coisa sobre, porque a real mensagem do filme, confesso, não me veio à cabeça de imediato. Mas, agora, está claro que o filme não é baseado noutra coisa senão na perda da inocência, de ambos os protagonistas. O menino Renato(Giuseppe Sulfaro), que acaba por se apaixonar pela bela Malena(Monica Bellucci) de maneira não só sexual como sentimental, e a reviravolta na vida da jovem viúva, objeto de intenso desejo entre os homens e desgosto geral das mulheres do vilarejo, que acaba por se perder na própria beleza e inveja alheia.
Filmado do ponto de vista do menino, acompanhamos as intensas perseguições de Renato à mulher, chegando ao ponto de arrumar uma brecha para espiar o interior da casa desta. Com o desenrolar da história, tamanha intimidade não-permitida leva Renato a perceber o quão vago é o “amor” dos homens que desejam e abusam da moça; no fim das contas, percebem ambos, que as únicas fontes de amor verdadeiro de Malena, eram ele e o falecido marido.
Uma vez ciente disto, Renato, inconformado e protetor, arma pequenas artimanhas escondidas contra os que difamam Malena; sendo estas úteis somente para vingança pessoal.
Em meio a dificuldades e sob extrema pressão social, a mulher vê-se jogada em um poço de angústia e perdição, onde é preciso agarrar-se à luxúria alheia para se salvar.

É um filme cheio de extremos, com uma paisagem incrível - destaque para a cena em que o menino atira um disco de vinil ao mar - e ao mesmo tempo, decadente. Nos faz pensar sobre a capacidade de um menino amar de forma tão singela e pura, deixando claro que a força do amor pode quebrar a corrente invisível do preconceito extremo.
O final não é tão impressionante, é, na verdade, bem previsível. E não falo das cenas finais, mas do desfecho puro, dos últimos dez minutos, da semi-entrada dos créditos. De qualquer modo, é uma história de amor e nobreza infindáveis, focado no poder que trás a beleza efêmera.

Muito bom!

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