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As virgens suicidas.


Título Orginal: The Virgin Suicides

Direção: Sofia Coppola

Música Original: Jean-Benoît Dunckel, Nicolas Godin, Richard Beggs

País: USA

Gênero: Drama

Nota: 7,5

Ano do filme: 2000





O título por si só já é impactante - talvez o filme seja um clássico cult, em grande parte, por isso. Por isso, e pelo fato de ter Sofia Coppola na sua primeira direção - filha do grandioso Francis Ford Coppola.

As irmãs Lisbon, todas dotadas de uma beleza sutil e conservadora, são postas em pedestais pelos pais super-protetores, e assim acabam sendo vistas pelos meninos do bairro e do colégio: inalcançáveis. Porém, as coisas mudam quando o galã do colégio, Trip (Josh Hartnett) convence Lux Lisbon a ir ao baile com suas irmãs. A partir daí, a tênue linha de confiança no mundo que fora estabelecida pelo Sr. e Sra. Lisbon ao permitirem a ida das meninas ao baile se rompe, dando início a acontecimentos pra lá de estranhos.

O que faz o filme discreto e sensual realmente valer a pena, é a falta do toque sensacionalista de hollywood; os suicídios não são retratados como um ato maléfico ou como um drama exacerbado. Após conhecer a vida - quase sufocante - das cinco jovens, Cecília, Lux, Bonnie, Mary e Therese Lisbon, o suicídio mostra-se leve, como uma válvula de escape para cada uma das garotas. Dentro disso, vem o fato conceituado e explícito de que as irmãs Lisbon não se suicidaram por simples rebeldia, mas, sim, por não aceitarem o mundo cheio de falhas e desafetos que lhes era imposto. Um filme que vale a pena conferir.

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