Título Original: Der Baader Meinhof Komplex

Direção: Uli Edel

País: Alemanha

Gênero: Ação

Tempo de Duração:
150 min.

Ano de Lançamento: 2009

Nota: 8,5


O grupo Baader Meinhof é um filme excelente.
Isso já diz muita coisa, mas não tudo. Como o título é uma
incógnita para muita gente, explico: O filme retrata a história verídica de um grupo extremista na Alemanha dos anos 60 e 70, que lutava contra o imperialismo ditado pelos EUA - em plena explosão da guerra do Vietnã -, e contra o que era chamado de "novo fascismo" aplicado pelo governo Alemão. A ideia passada pela cena de abertura genuinamente retratada, é de abuso de poder e violência extrema e desnecessária, o que leva-nos a assistir todo o filme do ponto de vista dos integrantes do grupo.

A origem do Grupo
Baader Meinhof deveu-se à junção de vários fatores da época: o liberalismo dos anos 70, acoplado aos imensos movimentos estudantis da época, usualmente contra o governo, e a revolta do domínio dos EUA. Em seu início, é possível rever vários floreios nas histórias de vida dos líderes Ulrique Meinhof
(Martina Gedeck), Andreas Baader (Moritz Bleibtreu) e Gudrun Ensslin (Johanna Wokalek), mas, em sua essência, o filme é fiel aos fatos.

É claramente demonstrado durante os primeiros minutos de filme, a divisão entre a contestação
teórica do sistema turbulento e a ação pura para conseguir atenção da mídia. Porém, no decorrer deste, ambos se misturam em uma surreal guerra civil, onde os integrantes do grupo mantém agarrados a si seu polêmico lema chave: poucos morrem, para que muitos tenham a paz.

Indicado pra quem adora a história e o estilo de vida dos anos 60 a 80, como esta que vos escreve, mas não dispensa os efeitos especiais do século XXI.





(Pronto, um
ótimo filme de Ação, pra quem me perguntou porque aqui no blog só dava romance e drama. Hahaha. )


Nosso Amor Do Passado.




Título Original:
Conversations with Other Women
Direção: Hans Canosa
País: Inglaterra / EUA
Gênero: Romance
Tempo de Duração: 84 minutos
Ano de Lançamento: 2005
Nota: 8,0



Um homem e uma mulher (Aaron Eckhart e Helena Bonham Carter, respectivamente.) que se encontram em uma festa de casamento, não conseguem conter os impulsos naturais da atração, e vêem-se arquitetando a noite em um quarto de hotel, onde culpa, dúvida e lembranças, predominam acima de qualquer ato físico.


Simplicidade. Split Screen. Personagens sem nomes. Diálogo nervoso.

São os componentes de "Nosso amor do Passado", que, à primeira vista, passa a imagem de um romance pesado e caótico, com direito a muita nostalgia e insatisfação por parte dos personagens. O que surpreende? Nada é o que aparenta ser.
Começando com uma melodia divertida e suave, o filme é embalado por diálogos afiados, bem elaborados, sem o "quê" de romance clichê. A naturalidade dos atores impressiona drasticamente, elevando o enredo a um patamar bastante distinto; a sensação é estar em uma peça de teatro, da qual a cada espetáculo você tem uma visão completamente diferente da anterior. Quase sem efeitos especias, com poucos cortes de cena e uma doçura palpável, aos 40 minutos de filme é possível Pausar e refletir o quanto já se está envolvido e apaixonado pela história. O que faz falta é uma trilha sonora mais elaborada - o filme possui apenas uma música em sua trilha sonora.

Com certeza, um filme para ver e rever.

x,
R.




Direção:
Bruno Chiche
Roteiro: Bruno Chiche, baseado em romance de
Lolita Pille
Título Original: Hell
Gênero: Drama
País: França
Ano de Produção: 2006
Tempo de Duração: 100 minutos
Nota: 6,5






Hell é um filme baseado no livro Hell Paris 75016 escrito por Lolita Pille, um tanto auto-biográfico, e bastante fiel à realidade que retrata: sexo, drogas, baladas, carros caros, roupas mais ainda. O filme não me surpreendeu muito e o final deveria ser mais bem elaborado.
O que salva, é, como falei antes, o realismo dado ao mundo em que a protagonista vive. O filme não pecou em um aspecto fortíssimo que muitos outros insistem: retratar o mundo dos jovens do ponto de vista de um adulto ditando o que está certo e o que está errado, quem merece ser punido, quem será influenciado. Exemplos? Meninas não choram, Kids, e seriados como Skins - Juventude à flor da pele.
O "quê" de julgamento adulto está completamente fora do livro e do filme de Lolita, e é o que o torna interessante; os jovens são deixados à deriva.

Ella (Sara Forestier), conhecida pelo círculo de amigos como Hell, é uma jovem parisiense em busca de algo que não sabe ao certo o que é. Rica, de vida ganha e completamente alheia à compromissos, acaba conhecendo Andrea (Nicholas Duvauchelle), um mal-falado galã da noite entre as mulheres. A falta de obrigações e o excesso de luxo e serventias transforma o casal principal em dois pedaços de carne; sem nenhuma profundidade emocional.
Porém, com o desenrolar do filme, os atritos começam a aparecer e ambos se vêem jogados em uma teia de sentimentos mais fortes do que eles estão acostumados a lidar.
A trilha sonora é boa (tem Placebo!) e o roteiro cheio de piadas infames e sarcasmo.

Não é um ótimo filme, nem uma superprodução hollywoodiana, mas, para os amantes de filmes cult, é uma pedida fina.

As virgens suicidas.


Título Orginal: The Virgin Suicides

Direção: Sofia Coppola

Música Original: Jean-Benoît Dunckel, Nicolas Godin, Richard Beggs

País: USA

Gênero: Drama

Nota: 7,5

Ano do filme: 2000





O título por si só já é impactante - talvez o filme seja um clássico cult, em grande parte, por isso. Por isso, e pelo fato de ter Sofia Coppola na sua primeira direção - filha do grandioso Francis Ford Coppola.

As irmãs Lisbon, todas dotadas de uma beleza sutil e conservadora, são postas em pedestais pelos pais super-protetores, e assim acabam sendo vistas pelos meninos do bairro e do colégio: inalcançáveis. Porém, as coisas mudam quando o galã do colégio, Trip (Josh Hartnett) convence Lux Lisbon a ir ao baile com suas irmãs. A partir daí, a tênue linha de confiança no mundo que fora estabelecida pelo Sr. e Sra. Lisbon ao permitirem a ida das meninas ao baile se rompe, dando início a acontecimentos pra lá de estranhos.

O que faz o filme discreto e sensual realmente valer a pena, é a falta do toque sensacionalista de hollywood; os suicídios não são retratados como um ato maléfico ou como um drama exacerbado. Após conhecer a vida - quase sufocante - das cinco jovens, Cecília, Lux, Bonnie, Mary e Therese Lisbon, o suicídio mostra-se leve, como uma válvula de escape para cada uma das garotas. Dentro disso, vem o fato conceituado e explícito de que as irmãs Lisbon não se suicidaram por simples rebeldia, mas, sim, por não aceitarem o mundo cheio de falhas e desafetos que lhes era imposto. Um filme que vale a pena conferir.

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